A convivência dos cachorros com o bebê

Vou contar a vocês a minha experiência como dona de dois cachorros  e mãe de um bebê de 1 ano. Não sou veterinária e nem expert no assunto. Só vou contar o que eu fiz e continuo fazendo.

293734_198490276878752_4167968_nComo disse acima, tenho dois cachorros da raça Yorkshire, o Hulk de três anos e a Nina de dois. Quem me conhece sabe o quanto eu morro de amores por eles, são como filhos peludos e sempre foram tratados assim. Desde sempre possuem acesso à toda a casa. Na minha casa não tem essa de prender cachorro em um cômodo da casa para não sujar a casa. Aliás, só digo uma coisa sobre isso: não quer ter sujeira em casa, não crie nenhum animal. Não quer cachorro circulando pela casa, adote um peixe. Cachorro é um indivíduo que faz xixi e cocô e vomita, então não adianta, suja mesmo a casa. O que ninguém sabe ou não tem interesse em fazer, é educar o cachorro (porque não é fácil!) para se ter uma convivência pacífica.

Bom, a primeira coisa que vocês têm que saber foi que o que eu mais ouvi durante a gravidez foi: ” E agora? O que você vai fazer com os cachorros?”. Gente, não entendo porque uma coisa exclui a outra Onde está escrito que quando se engravida, tem que se desfazer do animalzinho? É lei e eu não sei? Uma coisa não tem nada a ver com a outra! Se o seu cachorro é educado – e acreditem, todos os cachorros podem ser educados – ele só vai fazer bem ao seu bebê! Está mais do que comprovado cientificamente que quem possui cachorros (animais de estimação em geral), vive mais de maneira mais saudável.

Quando um bebê chega em casa tudo muda, não só para os pais e irmãos mas como para aqueles serzinhos que reinaram no lar, até então sozinhos. Toda a rotina da família é alterada e o tempo, claro, este se torna mais escasso. É neste momento que o cachorro acaba sendo delegado a segundo plano. E quando isto acontece, é então que os problemas aparecem.

293198_403752559685855_69085498_nCom a chegada da Bianca confesso que muita coisa mudou. Receava em pegá-los no colo porque ficaria cheia de pelos e logo depois ia pegar a Bianca. Então vi que eles sentiam isso. O Hulk que sempre usou o “banheirinho” dele passou a fazer perto, do lado, menos no “banheirinho”.Como li muita coisa a respeito sei que é uma tentativa de chamar atenção. E estou tentando lidar com isso remediar e dar mais atenção, estar perto.Mas não é para menos: Ele que dormia no sofá, até na cama muitas vezes, comia do bom e do melhor ( continua comendo), mas que tinha toda atenção e carinho nossa, foi deixado para segundo plano. No começo então, foi para terceiro, quarto…

Meu marido que continuou saindo com eles sempre, brincando, estando perto. Mas o Hulk, que sempre foi mais “apegado” a mim, eu sei que ele sentiu e muito.

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Não teve estranhamento deles com a Bianca. Nunca. Nem dela que não pode vê-los que arranca gargalhadas! É uma relação gostosa, e é lindo ver todos juntinhos parecendo aqueles comerciais de ceral.

Mas acho que essa relação que eles têm pode também ser efeito das “dicas” que li tanto na internet quanto nos livros.

Aqui vão algumas:

*Acostumar o cão ao cheiro do bebê. Existem produtos com “cheiro de neném”, como por exemplo, amaciantes e sabão em pó. Usar tais produtos na lavagem das roupas de cama do cão é indicado para fazer com que o animal acostume com o cheiro da criança está para chegar.

*Se o cão possui acesso aos sofás e camas, e se isso não será mais permitido então já deverá ser iniciada a nova imposição de limites. O ideal é começar a ensinar as novas regras da casa a partir do momento em que se toma conhecimento da gravidez e, não quando o pequeno chega a casa para evitar que o cão crie uma associação negativa ao novo membro da família.

*Não só as crianças precisam ser orientadas pelos pais sobre como tocar um cão, como também os cães precisam ser preparados para conviver com as mesmas. Crianças têm reações inesperadas, puxam os pelos dos cães, seguram no rabo do cachorro, abraçam, mechem de maneira “entusiasmada”, gritam e se movimentam de forma inesperada, e para um animal que não é acostumado, tais atitudes podem deflagrar uma reação agressiva por parte do peludo. Portanto, é fundamental que o cão seja preparado para isto.

Ensinar o cão a não pegar coisas do chão e a devolver aquilo que pegou indevidamente, será útil no convívio com o novo membro. Normalmente, com crianças em casa, brinquedos acabam espalhados por toda ela.  Sociabilizar o cão com crianças, levando-o a parques, escolas, e demais ambientes onde haja os movimentos e sons típicos de crianças animadas.

O Hulk ainda não voltou a usar o “banheirinho” (ainda espero que ele volte a usar um dia), mas agora faz no jornal que deixo do lado do banheiro. E vou colocar o jornal em cima do banheiro para ele voltar a fazer certinho. Requer paciência, mas acho que vou conseguir.

295537_488722991188811_442670740_nA Nina continua carente e atrás de carinho como sempre. A Bianca adora e aprendeu a fazer carinho nela… Nem preciso dizer o quanto a Nina amou né?

379223_486202131440897_257148912_nLembrando que cada cachorro tem sua personalidade e o que funciona para um pode ou não funcionar para o outro. O importante é ter paciência. Dá trabalho? Dá. Mas todos os amantes de animais concordarão comigo quando eu afirmo que vale a pena!

 

 

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    Lidiane Lourenço
    jun 7, 2013

    Camilla, adorei o post. Hoje não tenho mais cachorro, mas acho que existe um trabalho que poucos fazem com eles antes do bebê chegar e eles acabam sofrendo mesmo. É bom instruir mesmo.
    Bj Lidiane

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