A mãe dependente da criança que quer ser independente

Não se assuste com o título. Porque acho que ele descreve exatamente o que estou passando.
Sim. Sou talvez não dependente, mas carente da criança que até pouco tempo era apenas um bebê e dependia de mim para tudo. Hoje a Bianca está na fase de descobertas e de querer abrir suas asas. Claro que com ela tendo apenas dois anos e 8 meses não são grandes mas eu já sinto, e muito, todas essas mudanças.

Ela quer escolher roupa, se desfraldou sozinha, tirou a chupeta só, quer comer só e já sabe o que quer. Claro que não concordo com tudo o que ela quer e coloco limites. Mas sinto falta da minha bebê. Já teve dias que peguei fotos antigas e chorei de saudade.

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Não digo que não tem suas vantagens. Tem. E não são poucas. Isso me deixa mais livre para fazer mil coisas que reclamava que não tinha tempo para fazer. E agora que tenho sinto falta. Consigo tempo para ler meus livros porque ela além de querer que eu leia meus livros para ela ( faço uma seleção e mesmo que não entenda o contexto sei que adora), ela muitas vezes pega o livro dela e deita ao meu lado quietinha brincando de achar, pintar, enquanto leio o meu. Também ganhei uma companheira que me entende, é carinhosa e está sempre comigo. E mesmo com essa independência toda, ela é manhosa e sempre pede colo. É fã dos abraços e diz várias vezes por dia “Te amo”. Aliás temos até nossas brincadeiras particulares. E sou grata por esses pequenos mas grandes gestos e por tê-la pertinho.

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Mas já sofro antecipadamente com o dia em que ela irá de fato sair do ninho. Das minhas asas. Do dia em que sair com os amigos será a primeira escolha. E sei que devemos criar os filhos para o mundo e tudo mais. Mas mãe sente. Eu sinto e muito. E olha que ela ainda é nova!

Tanto que sussurro no seu ouvido “cresce devagar”. E tento aproveitar ao máximo todos os dias ao seu lado assim como também educá-la da melhor maneira possível.
Porque por mais que ela “saia do ninho” quero que ela queira sempre voltar. Como fazer isso? Criando um ambiente harmonioso e familiar.

Como me dedico integralmente a ela fico imaginando não só como vivi sem ela esses anos, mas como vou ficar depois. Como ficarei? Não sei. Tenho tempo para me preparar, posso mudar, me adaptar. Mas sou uma mãe dependente. Disso não tenho dúvidas.

 

Imagens: Google e Milena Marques 

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