A mãe que eu não sou

Quando me imaginei mãe, garanto a vocês que eu jamais imaginaria ser a mãe que sou hoje.

Quando grávida fui fazer uma visita a uma amiga na maternidade. No elevador tinha uma mãe com o filho que estava dando aqueles ataques de birra. Na hora pensei “Que criança horrível e mal educada”. Hoje meus pensamentos são outros, claro. Já que a Bianca é campeã ( embora tenha melhorado e muito) em crises de birra.

Não esqueci esse fato por um simples detalhe: A mãe em questão levava tudo com calma, paciência… Fazia tudo como li nos livros, mantinha a compostura, não ficava se desculpando pelo comportamento do filho, subornar, descabelar, brigar. Nada. Ela perguntou ainda com calma com quantos meses eu estava e mantinha uma conversa agradável (!).

Eu definitivamente não sou uma mãe assim. Ficava roxa de vergonha e pensava mil vezes antes de sair de casa. Porque não era só o lugar em questão. Tinha o trajeto… Era um desgaste só, e alguns dias ainda o é.

IMG 630Claro que hoje ela entende mais as coisas. Mas não é o símbolo da obediência e fica me testando. Sai do “cantinho do pensamento” várias vezes. E muitas vezes perco a paciência, levanto a voz e desejo “fugir”. Quando meu marido chega do trabalho, nessas férias escolares dela, a primeira coisa que faço acho que é isso, fugir para um bom banho! E não é só por conta do calor não. Por conta do estresse do dia todo. De todos os mil “Nãos”, de ensinar a arrumar os brinquedos ( “Depois de brincar é hora de… ARRUMAR”), de limpar a comida que ela derrubou… Estresses do dia a dia que me deixam acabada. E confesso, com o calor que tem feito no Rio de Janeiro eu fico pior ( Quem Não fica estressada em um calor de 40 graus?).

Invento mil e uma brincadeiras para evitar estresses. Pintamos juntas, desenhamos, vamos à praia, vamos ao parque, brincamos. Mas não é fácil.

Eu pensei que seria uma mãe super paciente. Aquelas que repetem mil vezes a mesma coisas de um jeito clamo e amoroso. Mas sou mais o tipo de mãe que conta até dez e respira fundo. Levantei a voz várias vezes e perdi a paciência outras. Estou longe do modelo da perfeição. Há quem ache que sou super tranquila. Mas garanto que é treinamento e sacrifício e, muito, muito esforço para tentar ser a mãe que não sou.

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    Janusse
    jan 2, 2015

    #tamojunta Camila hahahhahaha, Eu me via agindo de outra forma enquanto estava grávida, por que é tudo lindo e fácil. Claro que quando o bebê nasce é tudo lindo também mas nada fácil. É vida real. Eu as vezes, nas horas de arrependimento, eu até me vejo uma mãe melhor, mais calma e paciente, e tento e me esforço muito, muito mesmo pra obter resultados, mas nem sempre é sucesso. Mas vamos que vamos por que eles precisam de nós. Beijos e amei o post.

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