Crianças conectadas

“Cerca de duas em cada cinco crianças já acessaram tablet ou smartphone antes mesmo de falar. “

tablet

Nessa era da tecnologia, uma coisa é certa: a partir do momento em que o Papai Noel chegar com aquele tão sonhado tablet ou smartphone para o seu filho, iniciará mais uma batalha de limite e controle. Ainda envolvidos com os dilemas sobre a presença dos seus filhos na internet, sobretudo nas redes sociais, os pais de hoje lidam com um agravante a essa problemática: a criançada quer smartphones e tablets, e quer cada vez mais cedo. 

A Bianca mesmo, em poucos meses de vida eu colocava aplicativos infantis para distraí-la. Agora ela com um ano e cinco meses já reconhece e pede. É de grande ajuda quando você vai para uma viagem longa, para distrair. Mas será que esse avanço tecnológico é realmente saudável?

japan-kids-children-smartphoneQuem sou eu para criticar já que faço uso dessas ferramentas? Mas uma pesquisa recente nos EUA acredita que o uso deverá ser a partir de 12 anos, em alguns casos aos 16. Isso me fez indagar o quão essa pesquisa está desatualizada ou se o fato de eles estarem tão conectados os fazem perder os prazeres da infância ao ar livre e das brincadeiras juvenis e, principalmente, cara a cara.

A meninada pode acessar todo o conteúdo que quiser ( existe bloqueio para celulares e tablets?) e interagir com estranhos, aliás, esse contato com estranhos faz parte da lógica de funcionamento da própria internet de hoje, que praticamente gira em torno das redes sociais. 

O contato com a tecnologia, o desenvolvimento nessa área e da desenvoltura no uso da própria internet fazem parte do processo educativo sim. São experiências que precisam ser vividas até mesmo para a formação da pessoa.

Não se pode proibir algo importante já que quase tudo hoje em dia está se tornando online. Cursos online, ferramentas de pesquisa, acesso a bancos, jornais entre outros.  É por isso que é necessário criar um ponto de equilíbrio na questão. Evitar o uso irrestrito e prematuro. 

Esse assunto ainda pautará muitas discussões envolvendo pais, educadores e até mesmo empresas, vão surgindo vários recursos pra restringir acesso em determinados conteúdos e monitoramento, mas ao mesmo tempo vão surgindo ferramentas pra burlá-los.

O que precisa ficar claro é que os pais precisam assumir o papel de pais e, nesse assunto como em qualquer outro, precisam ser capazes de estabelecer os limites, . Eu estou descobrindo aos poucos como dar limites ( porque colocar o iPad na hora de comer é uma maravilha, já que ela fica distraída e não dá trabalho para comer). Aliás quem disse que é fácil? 

 

 

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