Filhos portadores de necessidades especiais: como agir?

ter-um-filho-deficiente-e-um-privilegio_57855Hoje sabemos que pessoas que possuem algumas síndromes ou alguma “deficiência” física são muitas vezes dotadas de aptidões que não encontramos em pessoas “ditas comuns”.

Penso que somos todos diferentes e deficientes em algum aspecto, tentando nos encaixar em um padrão pré-determinado. O fato é que cada vez mais as grandes empresas valorizam o diferente, o criativo, o singular, o “quê” a mais. Pessoas comuns e formatadas podem ser encontradas a cada esquina.

Além disso, a natureza é sábia. Seu filho não enxerga? Certamente ele terá os outros sentidos mais aguçados como um mecanismo de compensação. Seu filho não tem uma perna? Ele desenvolverá braços, ombros e costas fortes para equilibrar a situação. Seu filho tem síndrome de down? Ele poderá ter grandes aptidões artísticas, pois o subjetivo e o lúdico são mais presentes em pessoas com esta síndrome, assim como no autismo, por exemplo.

Mas sejamos honestos:  quando uma família está à espera de um bebê, a expectativa é que ele venha dentro dos padrões ditos “normais”, principalmente pelo preconceito e pelas dificuldades que esta família muitas vezes encontra pelo despreparo da sociedade para lidar com o as diferenças. A inclusão escolar, os meios de transporte, a falta de profissionais especializados, tudo é mais complicado quando se fala em necessidades especiais. Por esses e por outros motivos, é comum os pais num primeiro momento rejeitarem ou não aceitarem a condição de seus filhos. Porém, na maioria dos casos, com o passar do tempo eles acabam aceitando e amando aquela criança.

O importante é enxergarmos e valorizarmos o que cada um tem de melhor:

– Aceite que a criança é daquele jeito e não tente mudar o que ela é;

– Perceba as habilidades que se destacam na criança, valorizando e incentivando o aprimoramento delas;

– Jamais otimize o seu filho, pois isso dificultará sua auto superação e a superação de obstáculos;

– Não poupe a criança independente da deficiência: superproteção fará com que ela não se desenvolva como deve, se sentindo incompleta e independente;

– Encorajamento deve ser uma palavra de ordem para você. Nós não imaginamos a força que um “você consegue” dos pais tem para o filho;

– Não se lamente! Desafie-se a ter um olhar positivo;

– Lembre-se: jamais subestime alguém. As pessoas surpreendem e a felicidade vem de onde menos esperamos!

 

 

Por : Isabela Leal | @conexoespaisefilhos

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    Thaina Reis
    out 1, 2014

    Parabéns Camilla! Amei o post e ainda mais o assunto, que é algo difícil de se encontrar na blogosfera materna! Sem palavras para a beleza da postagem

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