Hora da papinha, e agora?

A partir dos seis meses, o aleitamento materno ( Ou as fórmulas infantis) não atendem totalmente as necessidades nutricionais do bebê e as papinhas são indicadas para complementarem a alimentação. E aí começam as dúvidas do que pode ser dado e de como fazer o filho gostar dos novos alimentos.

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A alimentação complementar deve ser introduzida na vida da criança de maneira gradativa, para que as mães estejam atentas a possíveis reações alérgicas, e para que a criança conheça uma coisa de cada vez.

Os alimentos deste período estão divididos em energéticos, reguladores e protéicos. O primeiro grupo são os legumes brancos e vegetais como batata, batata-doce e mandioca. Já no grupo dos alimentos reguladores entram as verduras e outros legumes e vegetais, que dão o colorido da alimentação. No terceiro, estão os alimentos protéicos, que são a carne e o feijão.

No início é indicado dar um alimento de cada vez, cozido no vapor ou refogado com um pouquinho de água, para que o bebê sinta a variedade dos alimentos. Seguir a alimentação complementar desta forma irá ajudá-lo na formação de um hábito alimentar mais saudável.

photo posted on post-gazette.comO grupos de alimentos para preparação de uma papinha completa são:

Carboidratos: Ricos em amidos são os alimentos que tem a maior densidade calórica e que dão energia para o bebê. Formam o

Grupo 1: Batata, batata doce, cará, inhame, quinua, aveia, mandioca, abóbora, mandioquinha, milho.

Legumes e verduras ricos em vitaminas, minerais e fibras, garantem a saúde do bebê são divididos em dois grupos necessários:

Grupo 2: Cenoura, Beterraba, couve-flor, abobrinha, brócolis, quiabo, chuchu, berinjela, jiló, rabanete, nabo

Grupo 3: São as folhas: Couve, alface, rúcula, repolho, chicória, almeirão, agrião, escarola, espinafre, broto de feijão, mostarda, moyashi, radite.

As carnes formam o próximo grupo, são as fontes de proteína, elas vão formar as estruturas do corpo do bebê.

Grupo 4: Carnes de boi magra, frango, peixe.

As carnes tem que ser moídas ou desfiadas e fazer parte da papinha integralmente, e não só o caldo.

Quando a criança está habituada adicionamos também o grupo das leguminosas.

Grupo 5: Lentilha, feijões, grão de bico, vagem, ervilhas. Também cozidos amassadinhos no prato.

Os 7 mandamentos da papinha perfeita 

– Usar ingredientes frescos
– Cozinhar os alimentos no vapor ou na panela com um pouco de água filtrada
– No início, oferecer um alimento de casa vez
– Usar alimentos de diferentes grupos (energéticos, reguladores e protéicos) e temperar levemente com sal, ervas, cebola e alho refogados
– Variar muito os alimentos, oferecendo de tudo, pois é nessa fase que estamos apresentando os sabores às papilas gustativas da criança

-Coloco pouquíssimo sal, uma pitadinha mesmo, só para dar um gostinho. A criança tem que sentir o sabor do alimento e não do sal

– Não uso temperos prontos, pois eles têm uma altíssima quantidade de sódio, o que não é legal pra mim, sobretudo para o organismo da criança, que ainda é tão imaturo.

Como preparar

Uma panela de tefall, vidro, aço inox ou esmaltada.

Colocar uma pitada de sal, uma rodela de cebola grande, um tomate sem pele e sem semente, uma colher de sopa de óleo de soja, milho ou girassol, um bife de músculo 50g, bem limpo ( sem gordura e sem as peles) ou de frango (1/2 do peito).

Refogar a carne e o tempero e colocar de 300 a 500 ml de água; SEMPRE colocar três legumes na mesma quantidade e cozinhar em fogo brando por uma hora.

Quando a sopa estiver pronta no LIQUIDIFICADOR, somente será batida a CARNE e os legumes serão amassados.

Colocados juntos no prato e oferecer em colher plástica.

Obs.: Se a criança tiver prisão de ventre sempre cozinhar com uma hortaliça e depois bater no liquidificador com a carne.

Peixe pode ser postas ou em filé: namorado, cação, badejo, pescada, linguado, salmão, bagre tec.

Obs.: Sempre escolher peixe de pouca espinha e de preferência peixe grande.

Depois dos seis meses, a criança precisa começar a desenvolver a mastigação e a deglutição e, por isso, a alimentação precisa ser pastosa, e não liquidificada. No início da alimentação complementar, é recomendável deixar os alimentos bem cozidos (no vapor ou na panela com um pouco de água filtrada) e bem amassadinhos com um garfo. Depois dos nove meses, já se pode amassar menos até a criança aceitar alimentos mais sólidos.

Comprar ingredientes frescos é essencial. No lugar de usar temperos prontos, é indicado usar ervas frescas e condimentos naturais, a variedade é imensa. Mas os temperos também devem aparecer nos pratos gradativamente. Em geral, na segunda semana de alimentação complementar, a papinha do bebê já deve ser completa.

A papinha deve ter uma colher de sopa de cada alimento dos três grupos, o que daria em torno de 200 gramas de papa. Mas não é uma regra, pois depende de todo o resto da alimentação diária do bebê, como as mamadeiras de leite e suco.

O que pode e o que não pode

Mesmo que não exista uma regra geral para a alimentação do bebê, a hora da sobremesa deve seguir alguns cuidados. O bebê prefere o sabor mais adocicado, então, é bom só oferecer a papinha de frutas depois que ele tiver aceitado a papinha salgada. E nem sempre é preciso oferecer a sobremesa logo após a papinha salgada: É importante que o doce não seja incentivado, porque senão ele irá aprender que só estará satisfeito depois de um prato doce.

Alguns alimentos não devem ser dados ao bebê antes do um ano de idade, como o mel e o leite de vaca – o aleitamento materno ( Ou as fórmulas) deve permanecer no dia a dia da criança. “O desmame deve acontecer naturalmente, mas a partir dos seis meses é preciso ter um horário determinado, para a amamentação não ficar muito próxima da papinha salgada. Geralmente ao acordar e antes de dormir( para garantir um sono tranquilo).

E se meu filho não gostar?

É muito comum a criança gostar de algo num dia e no outro, não. É bom oferecer várias vezes antes de concluir que ela não gosta de comer mesmo determinada coisa. Às vezes ela não quer comer somente naquele dia.

Uma criança pode recusar a comida por razões diversas. Ela pode estranhar por causa do gosto novo ou até pela temperatura. Se estava quente e ela não aceitou, tente dar no dia seguinte diretamente da geladeira, ela pode preferir.explica a culinarista. Além disso, mudar o tempero de uma mesma receita pode aumentar a aceitação do bebê. Quando o tempero é natural, não precisa ter medo de usar, é só não exagerar, uma pitadinha de gengibre, por exemplo, já realça o sabor.

O importante é não desistir de oferecer. Há casos em que o bebê não aceita outro alimento de sua mãe que não seja o leite materno. Às vezes, se ele não quer comer quando a mãe oferece, se outra pessoa oferecer, ele pode aceitar.

Além disso, evite se prender somente às papinhas mais comuns.Tem que ter jogo de cintura e variar. Se ela não gostar, vai cuspir, não vai querer comer. É importante consultar um especialista quando for iniciar a alimentação complementar para não correr riscos de dar alimentos que causem alergia ou seja pesado demais para a digestão.

Qualquer dúvida, observações ou comentários serão bem vindos.

 

 

Para essa matéria contamos com a ajuda do pediatra Dr. Silviano Figueira Cerqueira para a preparação das papinhas.

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