Mães, profissionais, esposas e mulheres.

mulher-maravilha1Ter um bebê não é pouca coisa, e se sabe que a vida não continua a mesma depois dele. Seria até sem graça se não mudasse – para melhor, claro. A parte mais difícil é fazer uma escolha, que implica em uma renúncia: quero isso, mas não vou poder ficar com aquilo. “Quero ter uma casa cheia de crianças, uma carreira de sucesso, um marido encantador e um corpão de dar inveja às amigas”. Se essa combinação funciona lindamente na teoria, pode ser bem complicada na prática. E não estou falando apenas como observadora, já que sou mãe.

Hoje em dia filho é uma opção. O importante é fazer essa opção bem pensada. Antigamente as mulheres engravidavam sem nenhum planejamento, hoje temos muitos recursos para que a gravidez possa vir quando estamos mais preparadas; ou melhor, menos despreparadas. O importante é a mãe estar preparada para as mudanças físicas, emocionais e até profissionais que a chegada de um filho pode acarretar. Quanto mais você estiver preparada para abrir mão das suas coisas para doar tempo e energia para seu filho, mais confortável você vai estar no seu papel de mãe. A dificuldade vem muitas vezes da mãe não saber como negociar essas duas frentes ( a maternidade e a vida pessoal/profissional) que às vezes podem ser contraditórias. A sociedade criou várias expectativas complicadas para a mulher pós-moderna. Precisa ser uma mãe dedicada, presente, bem informada e uma profissional competente e bem remunerada sem falar na pressão brasileira de estar linda, de cabelos pintados e unhas feitas… É imprescindível entender essa encruzilhada para poder definir quais são as suas prioridades enquanto mãe e enquanto profissional.

Acho importante alguém se dar conta de que as mulheres vivem sob pressão. Ser mãe é uma escolha – e deve ser mais pessoal do que familiar ou social. A perfeição parece uma palavra de ordem do nosso tempo, que acaba sendo estendida à maternidade.

Algumas limitações existem sempre, a depender das condições e situações de cada mulher. Nem todas querem, ou podem gerar filhos, por exemplo. Nem todas têm como ou com quem deixar os filhos, para ir trabalhar. E nem todas tem a opção de escolher se querem ou não trabalhar! Mas limitações todos têm. O mais próximo que dá pra chegar dela é encontrar um ponto de equilíbrio entre as escolhas.

Ou seja, a mulher maravilha não existe, se existe ainda não saiu dos quadrinhos.

 

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    carla
    jan 31, 2013

    Adorei o texto, muito bem escrito!

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