Minha incrível jornada à maternidade….

Todos lembram dos primeiros momentos do nascimento dos filhos(as) como um momento mágico, lindo… Eu nem tanto. Deixa eu explicar.

Fui internada no hospital às 06 da manhã para tentar o parto normal, mas como nada mudava e a minha bebê estava com o cordão enrolado no pescoço duas vezes, teve que ser cesárea. Era minha primeira cirurgia. Primeira anestesia. Primeira vez que eu seria mãe. Muitas primeiras vezes…

DSC_1111Depois que deram a anestesia, que não doeu nada, foi rápido e tranqüilo (Aliás doeu mais a
agulha do acesso que é colocada na mão). Vi minha princesa e a primeira sensação foi de paz. Paz porque como eu não sabia que estava grávida, fiz todas aquelas coisinhas que não se deve fazer. Daí passei a gravidez toda preocupada e ansiosa. E naquele momento uma paz invadiu meu corpo todo, fora os remédios, claro.

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Acordei depois já no quarto e vi minha princesinha nos braços do meu marido com os olhos cheio de lágrimas, emocionado. Eu senti, naquele momento, o maior amor do mundo e a maior felicidade. Porque tudo estava bem, ela nasceu linda, perfeita e estava, mesmo longe dos meus pais e familiares, perto do meu marido que também é meu melhor parceiro e amigo.

 

 

 

 

Passado esse momento mágico. Veio as visitas, me senti tão querida! Você vê todo aquele carinho e consideração. Aqueles rostos queridos e familiares. Mesmo quando nos sentimos feias, inchadas e um pouco grogue devido aos remédios…

0Bianca

No dia após a cirurgia tinha que levantar pela primeira vez e tomar banho. Parece uma tarefa fácil mas, para mim, não foi. Na hora que me estiquei senti a maior dor da minha vida! E logo eu, que não esperava a hora para espalhar aos quatro ventos que cesárea não sentia dor alguma! Parecia que tudo estava se abrindo por dentro. Dói até de pensar. Mas não querendo parecer clichê mas já sendo, é um preço baixo a se pagar diante da maravilha que é a maternidade.

No dia da minha alta, estava tudo indo bem. Fui caminhar pelos corredores para eliminar os gases ( ordens das enfermeiras do hospital). E estava brincando com meu marido, sorrindo, e fui dar uma olhada na minha bebê no berçário. Vinte minutos. O tempo exato para alguém entrar no meu quarto e roubar meu iPhone.

Estava bom demais para ser verdade. Fiquei em pânico. Como ia falar com a minha mãe? Minha família que mora toda em Fortaleza? Chamei a enfermeira, chamei todos aos gritos ( Pois é, perdi a compostura..). Liguei para ele que estava só vibrando por conta da bebê e ninguém atendia, claro. Entra um funcionário da administração pergunta isso, pergunta aquilo, vê as câmeras de segurança e vê que só a mulher do café entrou, mas nada de achar o celular ( Isso eu perguntando, insistindo ). E eu que era para ter alta às dez horas da manhã só saí às quatro da tarde. Marido teve que ir na delegacia prestar queixa do furto e depois preencher um papel ( indicação do tal funcionário da administração do hospital) relatando o ocorrido para que se tomassem providências.

Aquela roupa de “saída de maternidade” nem foi fotografada, estava tão deprimida devido a queda dos hormônios, a situação e falta de consideração do hospital que nem liguei. Saí sem meu telefone, sem 2.169,00 a menos( O valor dele que contava na nota fiscal), sem as únicas fotos tiradas minhas grávida dando entrada na maternidade…

Para agravar a situação, quando a linha está no seu nome, você tem que ir lá solicitar um novo chip. Eu, operada, não podia. O jeito foi ficar sem celular. E quando você acha que as coisas não poderiam piorar, elas pioram. Chego em casa e a pessoa que foi contratada pra me ajudar não veio, sequer apareceu. É, estávamos eu e meu marido sozinhos nessa empreitada. E um dia depois de chegar em casa, meu marido começou a se sentir mal. Diagnóstico? Dengue. Eu operada, ele doente e uma recém nascida (trio parada dura!). Eu tendo dificuldades e dores absurdas no processo de amamentação. Não conseguia dormir com os seios cheios de leite e doloridos, senti febre e calafrios. Mas tirando leite e tomando paracetamol aliviava (Ordens da minha G.O.).

Dia quatro, eu me sinto mal, agora sou eu que pego Dengue…. Não me perguntem como pode ter acontecido dos dois pegarem dengue juntos, mas aconteceu. Manchas vermelhas no corpo, dor pelo corpo todo… recém nascida, mais amamentação dolorida, marido doente, eu doente  e sem celular… Foi assim que começou minha incrível jornada à maternidade.

 

 

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    Ana Flávia
    abr 11, 2013

    Oi Camilla,
    Continue a história, fiquei curiosa! 
    Um beijão e parabéns pela força e p-ela linda família!
    Só pela fotos da pra ver como Bianca é feliz e iluminada!
    Parabéns!
    Um dos bebês mais lindos e expressivos na minha time line do facebook, ver as suas fotos junto com ela me passa uma sensação de paz! Parabéns!

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