Quem tem medo do escuro?

A hora de dormir dá início a um ritual aqui em casa. Bianca não dá trabalho para adormecer e um banho, uma boa estória fazem milagres. Até aí tudo bem.
Mas na madrugada ela aos gritos me acorda, pega meu braço e agarra. Adormece só assim. Volto para cama e ela bate à porta aos prantos exigindo que eu acenda a luz. Posso apagar de acordo que esteja bem agarrada a mim e ao pai. Ela dorme no meio. Algumas noites diferentes, outros cenários, mas uma coisa em comum: ela quer a luz acesa.

Ai eu percebi o primeiro medo da Bianca: O medo do escuro. Que ela inclusive chegou a falar. O pai achava que era devido às estórias, filmes, mas nenhum eu via muito problema. Corta televisão a noite, muda algumas coisas, mas o medo não vai embora. Se ela acorda as duas da manhã para o banheiro ela primeiro me acorda porque não alcança o interruptor, e para adormecer só com uma semi luz.
Comecei a colocar brincadeiras de escuro, projetor com estrelinhas. Até que finalmente ela relaxou mais.

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Incomum? Absolutamente não. Aliás, é um medo bastante normal que se desenvolve dos 3 até os 7 anos em média. Idade que a criança tem a imaginação bem desenvolvida e acha que monstros ou outras coisas se escondem no escuro.

Como todo medo e sentimento infantil deve ser levado a sério. Nada de piadas e não dar atenção ao sentimento da criança. Mas ajudar a aliviar. Estar perto, mostrando que está tudo bem.
Li bastante a respeito e fiquei mais tranqüila é assim pude passar essa tranqüilidade a ela.
Tanto que hoje ela ao acordar por conta das cortinas abertas falou logo: “apaga” devido a claridade. Ela está melhorando e sabe que o escurinho para dormir é uma delícia. E se tiver medo, meu quarto e meu colo sempre está disponível.

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