Viajando de avião com o bebê

Eu perguntei desde a primeira consulta a três pediatras quando eu teria um “sinal verde” para viajar com a minha filha. O primeiro me disse que dois meses após as primeiras doses das vacinas mais importantes, o segundo ao terceiro mês, o terceiro falou que depois de seis meses mas preferível depois de um ano, devido ao risco de doenças em ambientes fechados. Mas ela não tinha restrição alguma. Todos apenas “aconselhavam” devido a vacinas e estar em um ambiente fechado.

Li no famoso livro “A vida do bebê” do Rinaldo de Lamare que “ O bebê recém-nascido, antes de completar sete dias não deve viajar de avião. Esta condição em caso excepcional, pode criar algum problema, sobretudo em caso de adoção, quando os novos pais desejam transferir imediatamente o bebê para cidade em que vivem, cortando assim qualquer possibilidade de ligação evidente com os verdadeiros pais. Antes de sete dias de vida, o mecanismo respiratório do bebê não está firmemente estabelecido para suportar qualquer dificuldade quanto à altura durante o vôo. É preferível viajar depois de quinze dias completos, somente em cabine pressurizada”.

Eu ficava com medo, receio que acredito ser absolutamente comum a toda mãe de primeira viagem.

Eu queria tardar a viagem, mas queria ver minha família que mora em Fortaleza e ter ajuda e descanso. Pois com uma família grande ajuda é o que não falta… E ajuda 24hrs para quem não dorme a noite então nem se fala… Tentei adiar o máximo que pude a viagem. Mas não agüentei e com dois meses resolvi escutar o pediatra 1 e comprei as passagens. Tomei certos cuidados para facilitar como escolher um vôo direto para evitar o transtorno de uma conexão ou até mesmo de uma escala. Queria que fosse rápido, pois iria sozinha com ela.

Agasalhei bem ela. Ela usou um vestidinho florido, meia calça, um sobretudo e ela bem enrolada em um cobertor porque como sabem o avião muitas vezes faz frio mesmo.

DSC05885Chegando no aeroporto tive a agradável surpresa de descobrir que a companhia aérea DSC05901escolhida disponibilizava de um “bercinho” ( aqueles que tem nos vôos internacionais) e um assento conforto. E disponibilizaram um carrinho que foi comigo até a aeronave. Não precisei ficar com ela no colo o tempo inteiro. Confesso que acabei pouco usando o bercinho porque queria ela no colo, pertinho. Coloquei apenas um pouco. Perguntei também se tinha algum assento disponível na aeronave para disponibilizar e tinha! Oba! Me aconcheguei e ao meu lado coloquei a bolsa de mão.

Segui à risca as instruções do pediatra para evitar qualquer problema no ouvido ( até nós, adultos, temos) fazer ela mamar, dar mamadeira ou chupeta durante a decolagem e a aterrissagem. Na hora me deu medo dela rejeitar, confesso. E medo do refluxo, mas deu tudo certo.

Trinta minutos após a decolagem estava eu tranqüila e aquele cheirinho diferente… Pois é, hora de trocar a fralda a 12 mil pés! Lá vou eu pegar na bolsa o “material” necessário e esperar a comissária de bordo colocar o trocador e fui trocar a fralda naquele banheiro minúsculo.

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Ela ficou tranqüila durante o vôo inteiro. Dormiu bastante e a aos poucos fui me tranqüilizando. Lógico que eu olhava o relógio o tempo todo.

Na volta estava mais tranqüila, porque sabia o que esperar, o que fazer mas tinha certos receios de “ E se ela não pegar nada da decolagem/aterrissagem”? Novamente deu tudo certo. Na volta a aeronave não disponibilizavam o “bercinho” ( depende de cada avião) mas perguntei logo no check –in se havia um assento vazio disponível o qual eu coloquei a minha bagagem de mão.

Pois é mamães, podem ficar tranqüilas na hora de viajar com seus bebês. A primeira viagem da Bianca foi ótima. Boa para ela e excelente para mim.
Na mala de mão da Bianca tinha…

  • Manta e cobertor
  • Mamadeira e água e leite ( Pote de leite em pó com divisórias que cabem a medida certa de acordo com a quantidade de água)
  • Fraldas, pomadas, lenços umedecidos, trocador portátil
  • Uma troca de roupa ( Para possíveis acidentes)
  • Remédios ( Que eventualmente poderia precisar como “Flagass”)
  • Fraldinha de boca
  • Chupeta
  • Brinquedinho
  • Garrafa térmica

 

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